domingo, 7 de outubro de 2012
Capitulo 2 - A mudança começa
No dia 06 de outubro iniciamos o estudo do segundo capitulo.
Depois dos acontecimentos iniciais e a morte daquele homem, o pastor Henrique Maxwell começa a reavaliar a sua vida cristã. Aquele homem humilde,fraco e doente lhe deu uma enorme lição quando entrou em sua igreja naquele domingo e questionou a congregação sobre o significado das palavras "seguir os passos de Jesus", "ser discípulo de Cristo".
Realmente deve ser frustrante para um pastor ouvir de alguém que tudo que foi falado, ministrado por meio de louvores, pregado sobre o altar, não ficou claro nem entendido, pois o comportamento diário era o oposto.
A começar pelo pastor de igreja uma mudança na caminhada se fazia necessária, ele não queria começar esse nova caminhada sozinho, por isso nesse capitulo, o pastor Maxwell convida a sua igreja a encarar esse desafio.
Será que podemos nos incluir nesse desafio...
Com toda certeza mudaria as nossas vidas, a nossa família,a nossa igreja.
Espero que apreciem a leitura desse capitulo que trará mudanças na vida de um pastor, de uma igreja e de seus membros mais importantes.E se quiser também trará mudanças na sua, basta pensar: Em meu lugar o que Jesus faria?
Capitulo DOIS
Henrique Maxwell e um grupo de membros da igreja permaneceram no gabinete pastoral por algum tempo. O homem estava estendido num sofá e respirava com dificuldade. Quando surgiu a dúvida sobre o que fazer com o estranho, o pastor fez questão de que ele ficasse em sua própria casa: ele morava perto e tinha um quarto disponível. Raquel Winslow também ofereceu seus préstimos:
"Mamãe não tem nenhum hóspede atualmente. Estou certo de que ela gostaria de acomodá-lo em casa."
Ela parecia bastante agitada. Ninguém, entretanto, notou porque estavam todos excitados com o estranho acontecimento, o mais estranho até então havido na Primeira Igreja. O ministro, porém, insistiu em cuidar do homem e, quando chegou a carruagem, aquela figura inconsciente foi levada para a casa pastoral; e com a entrada daquele ser no quarto que lhe foi destinado iniciava-se um novo capítulo na vida de Henrique Maxwell, mas ninguém, nem ele mesmo, podia imaginar a mudança que aquele episódio iria desencadear na vida dos discípulos cristãos de Raymond.
O acontecimento causou uma grande sensação entre os membros da Primeira Igreja. Não se falava de outra coisa durante a semana. Houve um consenso geral de que o homem havia entrado na igreja em condição mental precária por causa de seus problemas e de sua fraqueza física, e que por todo o tempo que lá esteve ele sofreu um delírio febril, falando completamente alheio à noção do lugar em que se achava. Era a impressão mais piedosa que se tinha a respeito de seu ato. Havia um ponto de vista comum também de que não houve qualquer amargura ou reprovação em suas palavras. Do começo ao fim, ele falou equilibrada e suavemente, como se fosse um membro da congregação buscando esclarecimento para um assunto muito difícil.
Três dias após ser levado à casa do pastor, houve alguma mudança em sua condição. O médico comentou sobre isso, mas não deu muita esperança. No sábado pela manhã, seu estado era estacionado, embora tivesse piorado rapidamente no final da semana. Domingo de madrugada, pouco antes de o relógio marcar uma hora, ele reagiu e perguntou pela filha, se ela tinha chegado. Maxwell providenciara a vinda da menina depois de encontrar uma carta no bolso do enfermo com o endereço onde ela estava. Desde que tivera o desmaio, poucas foram as vezes em que ele recobrou a consciência e falou coerentemente.
"A menina está vindo para cá; deve chegar logo", respondeu Maxwell ao sentar-se a seu lado, trazendo no rosto as marcas do abatimento produzido por uma semana de vigília, uma vez que fez questão de ficar velando todas as noites.
"Nunca mais verei minha filha neste mundo", sussurrou o homem, acrescentando com grande esforço: "O senhor foi muito bom para mim. Sinto que é isto o que Jesus faria."
Em poucos minutos virou ligeiramente a cabeça, e antes que Maxwell pudesse notar, o médico disse em voz baixa: "Ele morreu." A manhã que raiou no domingo sobre Raymond foi igualzinha à manhã do domingo anterior. Henrique Maxwell subiu ao púlpito e deparou com uma das maiores audiências até então reunidas na Primeira Igreja. Ele estava abatido, parecendo ter saído de uma longa enfermidade. Sua esposa estava em casa cuidando da menina que tinha chegado no trem da manhã uma hora depois que seu pai falecera. O cadáver estava naquele mesmo quarto. Sua lutas haviam cessado e Maxwell podia ver-lhe o rosto, enquanto manuseava a Bíblia e colocava em ordem os diversos avisos a serem dados do púlpito, como tinha o hábito de fazer durante dez anos.
O serviço de culto daquela manhã trazia um elemento novo.
Ninguém se recordava de alguma vez que Henrique Maxwell tenha pregado pela manhã sem anotações. Na realidade ele tinha feito isso acidentalmente logo no início de seu pastorado, mas havia já muito tempo que ele escrevia cuidadosamente cada palavra de seu sermão matutino, e muitas vezes fazia o mesmo com o sermão da noite. O sermão desta manhã não poderia ser considerado um peça oratória admirável, como de costume. Ele falava com visível hesitação. Percebia-se que alguma grande idéia se agitava em sua mente na tentativa de ser exposta, mas ela não se expressava através do tema que tinha escolhido para pregar. Perto do final do sermão ele reuniu as forças que lhe faltaram no começo.
Fechou a Bíblia e, deslocando-se para o lado do púlpito, olhou para seu auditório e começou a falar sobre a cena incomum do último domingo.
"Nosso irmão", e as palavras soavam de um modo estranho, "faleceu nesta manhã. Ainda não tive tempo de conhecer toda a sua história. Ele tinha uma irmã que vive em Chicago, Escrevi a ela, mas ainda não tive resposta. Sua filhinha chegou e ficará conosco por algum tempo."
Fez uma pausa e encarou a congregação. Constatou nunca ter visto tantas faces compenetradas durante todo o seu ministério. Ele não se sentia capaz de transmitir a seu público todas as suas experiências, as crises íntimas que ainda o oprimiam. Mas algo de seus sentimentos fluía dele para eles, e parecia estar agindo sob um impulso controlado e consciente para comunicar-lhes alguma coisa da mensagem que guardava em seu coração.
E, assim, continuou:
"A aparência e as palavras daquele estranho aqui nesta igreja, no último domingo, causaram em mim uma impressão muito forte. Não sou capaz de esconder de vocês ou de mim mesmo o fato de que o que ele disse, seguido de sua morte em minha casa, tem-me compelido a perguntar, como nunca fiz antes, 'o que significa seguir a Jesus'. Não estou em condições de atribuir qualquer culpa a quem quer que seja nesta igreja ou de condenar seu comportamento cristão, tanto em relação a esse homem como a outras pessoas que vivem em idênticas condições neste mundo. Entretanto, isto não me impede de concordar com as palavras ditas aqui por aquele homem. Ele tocou numa verdade vital que devemos encarar e à qual devemos tentar responder, ou então aceitar as acusações e condenações que nos foram dirigidas ou, pior ainda, reconhecer que fracassamos como discípulos de Cristo. O que nos foi dito no último domingo é essencialmente um desafio ao Cristianismo atualmente praticado em nossas igrejas. Tenho sentido isto de modo crescente a cada dia que passa.
"Creio que nunca houve nesta igreja um momento tão apropriado para lhes propor um plano, ou propósito, que se vem formando em minha mente, como reação positiva a muito do que foi dito no domingo anterior."
Henrique Maxwell fez uma nova pausa e olhou fixamente o público. Ali se encontravam homens e mulheres consagrados e de peso na Primeira Igreja.
Ele pôde ver entre os presentes Eduardo Norman, diretor do Diário de Notícias. Ele tinha sido membro da Primeira Igreja por dez anos. Ninguém havia mais respeitado na comunidade do que ele. Lá estavam também Alexandre Powers, gerente das grandes oficinas da ferrovia de Raymond. um típico ferroviário que tinha nascido naquela atividade. E também Donald Marsh, diretor do Colégio Lincoln, localizado num subúrbio de Raymond. Via Milton Wright, um dos grandes homens de negócios da cidade, que empregava em suas lojas no mínimo cem pessoas. Presente estava também o Dr. West, que. embora relativamente moço, era uma autoridade famosa em casos de cirurgia especial. Havia ainda o jovem Jasper Chase, autor que tivera um grande sucesso com um livro e dizia-se que estava preparando um novo romance. Lá estava a senhorita Virgínia Page, uma herdeira a quem a morte do pai havia deixado uma fortuna superior a um milhão de dólares, e que era possuidora também de atrativos pessoais e intelectuais. E, não menos importante do que todos os outros, Raquel Winslow, cuja beleza se destacava no coro e cujo rosto luminoso nessa manhã parecia ainda mais belo em razão de seu profundo interesse em toda aquela cena.
Havia alguma razão, certamente, diante desse patrimônio superior de mentes e corações da Primeira Igreja, para que o Pastor Maxwell se animasse diante de quaisquer novas empreitadas. O corpo de membros da igreja era efetivamente um conjunto de fortes caracteres. Mas, ao observar seus rostos nessa manhã, ele se indagava a respeito da reação que teriam diante da proposição que lhes ia apresentar. Quantos aprovariam e se envolveriam? Ele prosseguiu lentamente, escolhendo cuidadosamente as palavras, dando aos presentes uma impressão jamais sentida, mesmo quando pregava num estilo fulgurante e dramático.
"O que lhes vou propor neste momento é um plano que não deve parecer incomum ou de realização impossível. Imagino, porém, que muitos dos membros o considerem irrealizável. Para que não haja dúvida sobre tal propósito, vou expô-lo da forma mais simples e direta. Estou convocando pessoas da Primeira Igreja que voluntariamente se disponham devotada e sinceramente, pelo período de um ano, a não fazer qualquer coisa sem antes perguntar: 'Que faria Jesus?" E depois de fazer esta pergunta, cada um seguirá a Jesus e procederá exatamente como Ele faria se estivesse em lugar de cada um de nós, seja qual for o resultado dessa atitude. Vou também associar-me a esse grupo de voluntários, certo de que a igreja não ficará surpresa diante de minha conduta daqui para frente, baseada neste modelo de ação, nem se oporá ao nosso modo de ser e agir de acordo com a vontade de Cristo. Ficou bem clara a idéia? Ao encerrar-se o culto quero que todas as pessoas desejosas de integrar nosso grupo permaneçam para conhecer os detalhes do plano. Nosso lema será: “Que faria Jesus?" Nosso objetivo será fazer exatamente o que Ele faria em nosso lugar, sejam quais forem as conseqüências. Em outras palavras, estamos dispostos a seguir os passos de Jesus tão estritamente e tão literalmente do modo como acreditamos que Ele ensinou aos seus discípulos. E aqueles que se apresentarem voluntariamente assumirão o compromisso de, durante um ano inteiro, a partir de hoje, agir desta forma."
Henrique Maxwell fez outra pausa e olhou firme para a congregação. Não é fácil relatar a sensação que uma proposta tão simples causou naquela gente. Os olhares se cruzavam denotando surpresa e admiração. O ministro nunca lhes tinha falado dessa maneira sobre o discipulado cristão. Havia uma evidente confusão de pensamentos a respeito daquela situação nova. A proposta foi perfeitamente compreendida, mas havia, aparentemente, grande diferença de opiniões sobre a aplicação do ensino e exemplo de Jesus.
O pastor encerrou calmamente o culto com uma breve oração. O organista tocou o poslúdio logo após a bênção apostólica e o povo começou a levantar-se. Grupos se formaram em todos os cantos e se puseram a discutir animadamente a proposta do ministro. Depois de alguns minutos Maxwell pediu a todos os que resolveram permanecer que se dirigissem à ampla biblioteca, ao lado do salão de culto. Conversou com várias pessoas à saída da igreja e, quando finalmente voltou para o templo, este estava vazio. Encaminhou-se então à biblioteca. Ficou surpreso com o número de pessoas que lá encontrou. Ele nunca menosprezou a capacidade de consagração e responsabilidade de seu rebanho, mas dificilmente esperava encontrar ali tantas pessoas dispostas a engajar-se literalmente nesta prova de fidelidade cristã. Havia provavelmente umas cinqüenta pessoas na biblioteca, entre elas Raquel Winslow e Virgínia Page, o sr. Norman, o diretor Marsh, Alexandre Powers, gerente das oficinas ferroviárias, Milton Wright, o Dr. West e Jasper Chase.
Fechou a porta da biblioteca e se colocou diante do grupo. Seu rosto estava pálido e seus lábios tremiam de tanta emoção. Era uma verdadeira crise em sua vida e na vida de sua congregação. Ninguém sabe até que ponto pode ser conduzido pelo Espírito divino quando decide mudar o rumo de sua vida — seus hábitos, suas convicções, suas palavras e seus atos. Ele próprio, como já foi dito, não sabia até então tudo o que deveria passar, mas estava consciente de que passaria por uma comoção no conceito cristão do discipulado, possuído de um sentimento profundo de consagração que não podia medir naquele momento diante daqueles rostos de homens e mulheres.
Pareceu-lhe que a palavra mais apropriada a ser dita inicialmente seria uma palavra de oração. Então o pastor pediu que todos orassem com ele. E às primeiras palavras pronunciadas sentiu-se nitidamente a presença do Espírito naquele lugar. À medida que a oração prosseguia, aquela presença aumentava em poder. Todos o sentiram. O lugar e os corações ficaram de tal modo tomados pelo poder do Espírito, como se Ele fosse visível. Quando terminou a oração houve silêncio por algum tempo. Todos tinham as cabeças inclinadas, o rosto de Maxwell estava banhado de lágrimas. Se alguma voz audível descesse do céu naquele instante para sancionar aquele voto de seguir os passos do Mestre, nenhum dos presentes se sentiria mais seguro da bênção divina que lhes foi concedida. Iniciou-se assim o movimento mais solene jamais realizado na Primeira Igreja de Raymond.
"Todos compreendemos", disse ele, com voz muito calma, "o que o que nos propusemos fazer. Temos o compromisso de fazer toda e qualquer coisa em nossas vidas diárias depois de fazer a pergunta: 'Que faria Jesus?' e seguir seu exemplo independentemente do que vier a acontecer depois dessa decisão. Daqui a alguns dias terei condições de contar a vocês a mudança maravilhosa que aconteceu em minha vida, digamos em uma semana. Neste momento não posso. Mas a experiência que vivi desde domingo passado causou-me tal insatisfação com minha interpretação anterior do que significa ser cristão que me senti convocado a tomar esta posição. Resolvi não começar sozinho. Sei que estou sendo guiado pela mão de Deus em tudo isto. E o mesmo impulso divino deve conduzir vocês também.
"'Será que todos nós entendemos perfeitamente o que estamos começando a fazer?"
"Quero fazer uma pergunta", disse Raquel Winslow. Todos se voltaram para ela. Seu rosto tinha uma beleza fulgurante que nenhum encanto físico poderia jamais criar.
"Tenho uma pequena dúvida sobre o que exatamente Jesus faria. Quem vai decidir precisamente o que Ele faria em minha situação? Vivemos numa época diferente. Há numerosas questões complexas em nossa vida diária que não estão mencionadas nos ensinamentos de Cristo. Como eu poderia, em certas circunstâncias, agir como Ele?"
"Não existe outro caminho que eu conheça", respondeu o pastor, "a não ser através do Espírito Santo. Vocês se lembram do que Jesus disse a seus discípulos sobre o Espírito Santo: 'Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. Ele me glorifícará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso é que vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar' (Jo 16.13-15). Não tenho conhecimento de outro meio de saber qual é a vontade de Cristo. Teremos de decidir como agir como Ele indo a essa fonte de conhecimento."
"E se os outros nos disserem, quando fizermos certas coisas, que Jesus não faria isso?", perguntou Alexandre Powers, gerente das oficinas ferroviárias.
"Não podemos impedir que isso aconteça. Devemos, isto sim, ser absolutamente honestos conosco mesmos. O modelo cristão não pode variar na maioria de nossos atos."
"Ocorre às vezes que um membro da igreja pensa que Jesus faria alguma coisa, e outro crente se recusa a aceitar tal coisa como uma atitude que Cristo tomaria. Como uniformizar um padrão de conduta cristã, de modo que fosse possível chegar sempre às mesmas conclusões em todos os casos?" perguntou o diretor Marsh.
Maxwell ficou em silêncio por um momento e em seguida replicou: "Não. Acredito que não devemos esperar por isso. Entretanto, quando seguimos os passos de Jesus com toda sinceridade e iluminados pelo Espírito, não posso acreditar que haja qualquer confusão em nossas mentes ou no julgamento que outros façam a nosso respeito. Devemos evitar o fanatismo, de um lado, e ter muita cautela, de outro lado. Se o exemplo de Jesus é aquele que o mundo deve imitar, certamente esse exemplo deve ser praticável. Mas precisamos nos lembrar deste grande fato: depois de perguntarmos ao Espírito o que Jesus faria e recebermos a resposta para isso, devemos agir positivamente, qualquer que seja o resultado ou conseqüência que recaia sobre nós. Está bem entendido?'"
Todos os rostos na biblioteca se voltaram para o ministro num solene gesto de aceitação. Sua proposta foi perfeitamente compreendida. O rosto de Henrique Maxwell voltou a tremer quando notou a presença do presidente da Sociedade do Esforço Cristão acompanhado de vários dos seus membros, sentados atrás dos mais velhos.
Permaneceram mais alguns minutos trocando idéias sobre detalhes e fazendo-se perguntas, tendo ficado marcada uma reunião dominical regular para que cada um contasse suas experiências ao colocar em prática o plano de seguir a Jesus, como ficou combinado. O Pastor Maxwell orou novamente. E novamente, como antes, o Espírito Santo se manifestou. Todos inclinaram suas cabeças por um longo tempo. Em seguida saíram em silêncio. A emoção lhes impedia a fala. Maxwell apertava as mãos de todos ao se despedirem. Em seguida entrou em seu gabinete, atrás do púlpito e ajoelhou-se. Ficou ali sozinho cerca de meia hora. Quando chegou a casa foi até o quarto onde jazia o corpo morto. Ao olhar para aquele rosto clamou a Deus por força e sabedoria. Entretanto, não pôde então avaliar que se iniciara um movimento que certamente levaria a uma série de acontecimentos extraordinários que a cidade de Raymond jamais tinha visto.
Capitulo 1. As aparências enganam.
Estudamos esse capitulo no dia 29 de setembro, começamos a entender como nossos atos determinam o nosso caráter e a nossa fé.
Esse primeiro capitulo já começa desfazendo as estruturas de uma igreja, de seus membros e do próprio pastor.
Aprendemos muito, espero que gostem da leitura desse primeiro capitulo.
Capitulo UM
"Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos " (1 Pe 2.21).
Numa sexta-feira de manhã o Rev. Henrique Maxwell estava tentando completar o sermão para o culto matutino de domingo. Interrompido várias vezes, começou a ficar angustiado, pois o tempo ia passando e ele não havia chegado a um final satisfatório.
Depois da última interrupção, recomendou à esposa, enquanto subia os degraus de volta ao escritório: "Maria, se alguém vier a partir de agora, diga que estou muito ocupado e não posso atender, a não ser que se trate de alguma coisa excepcional."
"Está bem, Henrique, mas estou saindo para visitar o Jardim da Infância. Você vai ficar sozinho em casa."
O pastor entrou em seu escritório e fechou a porta. Poucos minutos depois notou que sua esposa saía e logo tudo voltou à calma. Acomodou-se à mesa com um suspiro de alívio e continuou a escrever. O texto escolhido fora (1 Pedro 2.21) "Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos."
Na primeira parte de sua mensagem, realçava Maxwell a obra expiatória de Cristo, como um sacrifício pessoal, chamando a atenção para o fato de o Salvador ter sofrido de várias formas, tanto em vida como na morte. Passava então a considerar a Expiação como exemplo, apresentando ilustrações da vida e dos ensinos de Jesus. Seu propósito era mostrar como a fé em Cristo ajudava a salvar vidas, por causa do modelo de caráter que Ele deixou para ser imitado. O pastor havia chegado ao terceiro e último ponto do sermão — a necessidade de seguir o sacrifício e o exemplo de Jesus.
Ele anotou "Três Passos. Quais São?" e se preparava para colocá-los em ordem lógica quando ouviu o toque estridente da campainha. Sentado à mesa, Henrique Maxwell franziu ligeiramente a testa. Permaneceu ali sem responder à campainha. Mas logo em seguida ela voltou a tocar. Levantou-se então e caminhou até a janela que dominava a vista de toda a frente da casa. Um homem estava de pé nos degraus. Era jovem e vestia roupas esfarrapadas.
"Parece um mendigo", pensou o pastor. "Acho que vou ter de descer e..." Mal terminou a frase, foi descendo a escada para abrir a porta. Houve um momento de silêncio quando se olharam frente a frente, mas o homem em andrajos tomou a iniciativa de falar:
"Estou desempregado, senhor, e pensei que talvez pudesse me indicar alguma coisa para fazer."
"Não conheço nenhum emprego disponível. Está difícil encontrar trabalho", disse Maxwell, procurando fechar a porta.
"Eu não sabia disso, mas talvez o senhor pudesse me recomendar à empresa ferroviária ou ao chefe das oficinas da estrada de ferro, ou alguma outra coisa", prosseguiu o moço, enquanto passava o surrado chapéu de uma mão para outra, demonstrando nervosismo.
"Penso que não adiantaria. Por favor, queira me perdoar, estou muito atarefado esta manhã. Espero que encontre alguma coisa. Lamento não poder oferecer nada que possa fazer aqui. As únicas coisas que tenho são um cavalo e uma vaca, mas eu mesmo trato deles."
O Rev. Henrique Maxwell fechou a porta ouvindo os passos do homem descendo a escada. Quando subia ao escritório viu pela janela do corredor que o homem descia a rua vagarosamente, ainda com o chapéu entre as mãos. Havia algo em sua figura tão abatida, desamparada e angustiada que o pastor ficou hesitante por um momento ao olhar para ele à distância. Em seguida voltou ao seu trabalho e, com um fundo suspiro, retomou suas anotações. Não houve nenhuma outra interrupção, e duas horas depois, quando sua esposa voltou, o sermão estava terminado. As páginas soltas foram reunidas, presas e colocadas sobre a Bíblia. Estava tudo pronto para o culto da manhã no domingo.
"Henrique, uma coisa estranha aconteceu no Jardim da Infância esta manhã", disse a esposa durante o jantar. Fui visitar a escola em companhia da sra. Brown. e logo depois das brincadeiras, quando as crianças estavam sentadas à mesa, a porta se abriu e um homem jovem entrou segurando um chapéu sujo nas mãos. Ele ficou sentado perto da porta e não disse uma única palavra. Ele apenas olhava as crianças. Era certamente um vagabundo, e a srta. Wren e sua assistente srta. Kyle ficaram com um pouco de medo no começo, mas ele ficou lá sentado e quieto, e depois de alguns minutos levantou-se e foi embora."
"Ele devia estar cansado e querendo descansar em algum lugar. Acho que foi o mesmo homem que esteve aqui. Você disse que ele parecia um vagabundo?"
"Sim, sujo. esfarrapado, com toda a aparência de um vagabundo. Eu diria que ele não deve ter mais de trinta ou trinta e três anos de idade."
"O mesmo homem", disse pensativamente o Pastor Maxwell.
"Você terminou o sermão. Henrique'7" perguntou ela após breve silêncio.
"Sim, está tudo pronto. Foi uma semana muito carregada para mim. Os dois sermões me custaram um trabalho penoso.
"Eles serão bem recebidos por um grande público no domingo, é o que espero", acrescentou ela sorrindo. "Sobre o que você vai pregar de manhã?"
"'Seguir a Cristo.' Vou iniciar pela Expiação e salientar seu sacrifício e exemplo, mostrando a seguir os passos necessários para imitar esse sacrifício e exemplo."
"Tenho certeza de que será um bom sermão. Espero que não chova. Ultimamente tem chovido muito aos domingos."
"É verdade. A freqüência tem sido muito baixa. O povo não gosta de sair de casa em dia de chuva." Ao dizer isso o Rev. Maxwell suspirava. Lembrava-se de seu empenho e cuidado na preparação dos sermões pensando em numerosos ouvintes que deixavam de comparecer.
Mas a manhã daquele domingo estava esplendorosa na cidade de Raymond, de fato um desses belos dias que costumam suceder aos longos períodos de chuva, vento e lama. O ar estava límpido e refrescante, a serenidade do céu não dava sinais de qualquer alteração. Cada um dos membros da igreja se preparava para participar do culto. Iniciado o serviço às onze horas, o templo estava repleto de pessoas bem vestidas e saudáveis, representando a melhor sociedade de Raymond.
A Primeira Igreja de Raymond ostentava a melhor música que o dinheiro pode proporcionar, e seu quarteto musical naquela manhã era uma fonte de grande deleite para a congregação. Os hinos eram inspiradores. Todos eles eram apropriados ao tema do sermão. E um dos hinos era uma adaptação bem elaborada e moderna do hino:
"Ó meu Jesus, tomei a minha cruz,
Deixarei tudo e te seguirei."
Como preparação espiritual para o sermão, a soprano cantou um solo de um hino bem conhecido:
"Seguirei a meu bom Mestre,
Aonde quer que for irei."
Raquel Winslow ostentava toda sua beleza naquela manhã quando se levantou por trás do balcão de madeira nobre esculpido com os símbolos da cruz e da coroa. Sua voz era ainda mais esplêndida do que seu rosto, e isso causava um efeito extraordinário. Houve um sussurro de expectativa e excitação na audiência quando ela se levantou. O Rev. Maxwell ajeitava-se contente atrás do púlpito. Os cânticos de Raquel sempre o ajudavam. Ele geralmente procurava combinar um hino apropriado antes do sermão, o que lhe dava inspiração para apresentar uma mensagem mais convincente.
Os presentes comentavam nunca ter ouvido antes cântico tão belo mesmo na Primeira Igreja. Certamente, fosse outro o ambiente e não a igreja, seu solo seria aplaudido com entusiasmo Pareceu mesmo ao ministro que, quando ela se sentou, uma sensação como o ímpeto de aplaudir ou de bater com os pés no chão perpassou pelo auditório. Um frio percorreu a espinha de Maxwell. Ao levantar-se. porém, e colocando seu sermão sobre a Bíblia, imaginou que se havia enganado. Por certo isso não podia acontecer. Em poucos segundos ele estava absorvido em seu sermão e tudo o mais foi esquecido graças ao prazer de sua mensagem.
Henrique Maxwell nunca foi acusado de ser um pregador maçante. Bem ao contrário, ele era comumente considerado um orador excepcional, não especificamente pelo que ele dizia, mas pela forma como se expressava. Os membros da Primeira Igreja gostavam do seu jeito. Isso dava ao pregador e aos ouvintes uma agradável distinção.
A verdade é que o pastor da Primeira Igreja gostava de pregar. Raramente ele trocava o púlpito com outro orador. Ele ansiava estar em seu próprio púlpito quando chegava o domingo. Eram trinta minutos deliciosos que desfrutava diante da igreja cheia, sentindo a presença interessada de um seleto auditório. Mas ele se mostrava sensível ao tamanho da audiência. Sua pregação diante de um grupo pequeno diminuía em conteúdo e brilho. As próprias variações do tempo o afetavam de modo considerável. Sentia-se no máximo de sua pujança diante de um auditório como aquele que ali estava naquela manhã. Sua satisfação ia aumentando à medida que continuava. A igreja era a melhor da cidade. Contava com um quarteto de alto nível. Sua congregação era composta de pessoas importantes, representativas da riqueza, da melhor sociedade e da elevada cultura de Raymond. Ele tinha pela frente um período de três meses de férias no verão, e as circunstâncias de seu pastorado, sua influência e sua posição como pastor da Primeira Igreja da cidade...
Parecia estranho que o Rev. Maxwell pudesse pensar nessas coisas ao mesmo tempo que pregava, mas, quando se aproximava do final do sermão, ele sabia que em algum ponto de sua mensagem havia experimentado tais sensações. Elas penetraram no íntimo de sua mente; pode ter acontecido em poucos segundos, mas ele estava cônscio de ter definido sua posição e suas emoções tão bem como se tivesse tido um monólogo, e sua pregação compartilhou a vibração de uma profunda satisfação pessoal.
O sermão era interessante, recheado de frases admiráveis. Se fosse publicado, atrairia a atenção dos leitores. Pronunciado do púlpito com paixão e dramaticidade, com o bom gosto de nunca melindrar nem demonstrar qualquer sinal de afetação ou declamação, era uma soberba peça oratória. Se o Rev. Maxwell estava satisfeito com as condições do seu pastorado naquela manhã, a Primeira Igreja também compartilhava esse mesmo sentimento, contente de ter ao púlpito uma pessoa erudita, fina, de aparência agradável, pregando com tanta animação e poder de persuasão, sem o vício do maneirismo vulgar, artificial e desagradável.
De repente, no meio daquela perfeita consonância entre o pregador e a audiência, ocorreu uma interrupção inteiramente fora do comum. Seria difícil avaliar o impacto do choque que essa interrupção causou. Foi tão inesperada, tão contrária a quaisquer pensamentos das pessoas presentes que não houve espaço naquele momento para qualquer iniciativa ou reação.
O sermão já tinha acabado. O Rev. Maxwell tinha fechado a grande Bíblia sobre seus manuscritos e estava prestes a sentar-se quando o coro tomava posição para entoar o hino de encerramento,
"Tudo, ó Cristo, a ti entrego;
Tudo, sim, por ti darei'"
quando toda a congregação foi surpreendida pela voz de um homem vinda do fundo do templo, ao que parece de um banco sob a galeria. Em seguida, a figura de um homem surgiu da sombra e foi caminhando até a metade do corredor. Antes que o auditório atônito entendesse o que se passava, o homem foi até o espaço vazio diante do púlpito e voltou-se de frente para o público.
"Estive pensando desde que cheguei aqui" — foi ele repetindo as palavras que havia dito embaixo da galeria — "se seria apropriado dizer algumas palavras no final deste culto. Não estou bêbado, não sou louco e sou incapaz de causar mal a qualquer pessoa; mas, se eu vier a morrer, o que poderá acontecer nos próximos dias, quero sentir a satisfação de ter falado num lugar como este e diante dessas pessoas."
Maxwell não chegara a sentar-se. estava ainda de pé apoiando-se no púlpito, olhando para o estranho. Era ele o homem que tinha ido a sua casa na última sexta-feira, o mesmo homem jovem maltrapilho, abatido e desorientado. Estava com o surrado chapéu girando entre as mãos, parecendo ser aquele seu gesto preferido. Não tinha feito a barba e seu cabelo estava todo embaraçado. Ninguém se lembrava de ter visto uma cena como aquela na Primeira Igreja, dentro do templo. Estavam todos acostumados a encontrar pessoas desse tipo nas ruas, nas proximidades das oficinas da estrada de ferro, perambulando pela cidade, porém nunca imaginaram que tal incidente fosse acontecer ali, dentro da igreja.
Não havia nada de ameaçador no comportamento e jeito de falar do homem. Ele não estava excitado e falava em voz baixa mas compreensível. Maxwell estava impassível, mudo, apesar do golpe que lhe causou estupefação, e lembrava-se ligeiramente de uma pessoa que vira em sonho caminhando e falando.
Nenhuma pessoa se mexeu, ninguém fez qualquer gesto para interromper ou fazer calar o estranho. Provavelmente o choque inicial de sua aparição repentina causou tal perplexidade que inibiu a ação de todos sobre o que deveria ser feito. Em todo caso, ele continuou a falar normalmente sem preocupar-se com interrupção ou com o fato incomum de ter ofendido o decoro da solenidade do culto da Primeira Igreja. E enquanto falava, o ministro apoiava-se no púlpito, seu rosto cada vez mais pálido e triste a cada momento. Contudo, nenhum movimento fez para interromper a fala do intruso, e o auditório permanecia calado e imobilizado. Uma outra face, a de Raquel Winslow no coro, estava voltada toda pálida e chocada para a figura maltrapilha de chapéu desbotado. O rosto de Raquel estava luminoso o tempo todo. Sob a pressão daquele incidente jamais visto, ele estava tão personificadamente inconfundível como se tivesse sido esculpido a fogo.
"Não sou um vagabundo comum, muito embora não conheça qualquer ensino de Jesus que torne uma espécie de vagabundo menos digna de salvação do que outra. Os senhores conhecem?" Ele fez a pergunta tão naturalmente como se todo o auditório fosse uma pequena classe bíblica. Fez uma pausa por um momento e tossiu penosamente. E logo continuou.
"Perdi meu emprego há dez meses. Minha profissão é tipógrafo. As novas máquinas linotipo são uma ótima invenção, mas sei de seis tipógrafos que se suicidaram no período de um ano, justamente por causa dessas máquinas. É claro que não vou censurar os jornais por comprarem essas linotipos. Mas, o que pode fazer um trabalhador? Nunca aprendi outra coisa, isto é a única coisa que sei fazer. Andei por toda a parte neste país tentando achar alguma coisa. E há muitos outros na mesma situação. Não estou reclamando, estou? Estou apenas relatando os acontecimentos. Mas o que estava me intrigando quando me sentei lá atrás embaixo da galeria é saber se o que vocês chamam seguir a Jesus é a mesma coisa que Ele ensinou. O que Ele quis dizer com estas palavras — 'Sigam-me!' O ministro disse", e então se voltou para o púlpito, "que é necessário que o discípulo de Jesus siga os passos dele, e disse quais são esses passos: 'obediência, fé, amor e imitação.' Porém não o ouvi dizer o que significam esses passos, especialmente o último. O que os cristãos entendem por 'seguir os passos de Jesus'?
"Andei por toda esta cidade nos últimos três dias tentando arranjar um emprego; e durante todo esse tempo não tive uma palavra de solidariedade ou conforto, exceto de seu pastor, que disse estar pesaroso por minha situação e esperava que eu encontrasse um emprego em algum lugar. Imagino que, por terem sido enganados por outros mendigos profissionais, vocês perderam o interesse por qualquer outro tipo de necessitado. Não estou querendo acusar ninguém, estou apenas narrando os fatos. Reconheço que os senhores não podem deixar suas atividades para conseguir emprego para uma pessoa como eu. Não estou pedindo nada, mas estou confuso a respeito do significado de seguir a Jesus. O que vocês querem dizer quando cantam: 'Onde quer que for, eu o seguirei'? Vocês acham que estão sofrendo e negando a si mesmos, procurando salvar a humanidade perdida e sofredora, exatamente como fez Jesus? O que vocês querem dizer com isso? Estou sempre vendo o lado trágico das coisas. Estou sabendo que há mais de quinhentos homens nas mesmas condições aqui na cidade. A maioria deles tem família. Minha mulher morreu há quatro meses, e eu estou contente por ela estar livre deste sofrimento. Minha filhinha mora com a família de um impressor até que eu consiga um emprego. Fico confuso quando vejo tantos cristãos vivendo com todo conforto e cantando — 'Por Jesus Cristo deixarei tudo', e fico lembrando como minha mulher morreu com falta de ar num quartinho apertado em Nova York, pedindo que Deus levasse também nossa filhinha. Não espero que vocês possam impedir que pessoas morram de fome, por falta de alimento adequado e num lugar arejado, mas o que significa seguir a Jesus? Sei que muitas pessoas cristãs são proprietárias de muitos desses quartinhos infectos. Um membro de igreja era o dono daquele em que minha mulher morreu, e eu duvido que seguir a Jesus fosse verdadeiro em seu caso. Ouvi um grupo de pessoas cantando numa reunião de oração na igreja uma destas noites:
'Tudo, ó Cristo, a ti entrego;
Tudo, sim, por ti darei'
e, sentado do lado de fora, fiquei pensando no sentido daquelas palavras, e como aquelas pessoas as interpretavam. Parece-me que muita desgraça deste mundo de algum modo acabaria se todas as pessoas que cantam esses hinos vivessem de acordo com eles. Bem, não entendo dessas coisas. Mas, o que faria Jesus? É isso que vocês entendem por seguir os passos de Jesus? Observo, às vezes, que as pessoas que vão às grandes igrejas têm roupas bonitas, belas casas e dinheiro para gastar com luxo, férias de verão e muitas outras coisas, enquanto os que estão fora das igrejas, milhares deles, morrem em cubículos sórdidos e andam pelas ruas à procura de trabalho, e nunca têm um piano ou um quadro na parede, vivendo na miséria, na embriaguez e no pecado."
O estranho de repente deu uns passos trôpegos em direção à mesa da comunhão e se apoiou nela com uma das mãos. Seu chapéu caiu sobre o tapete a seus pés. Uma agitação tomou conta do auditório. O Dr. West fez menção de levantar-se de seu banco, mas todos ficaram imóveis e em silêncio em seus lugares. O homem passou a outra mão sobre a fronte e, sem uma palavra ou gemido, caiu pesadamente ao chão de frente, a cabeça voltada para o corredor. Henrique Maxwell falou:
"Damos por encerrado o culto."
Em seguida desceu os degraus do púlpito e ajoelhou-se ao lado do estranho. O auditório levantou-se imediatamente e os corredores ficaram tomados, mas ninguém saiu. O Dr. West disse que o homem estava vivo, tinha sido um desmaio. "Algum problema no coração", sussurrou o médico enquanto ajudava a carregá-lo até o gabinete pastoral.
sábado, 6 de outubro de 2012
Apresentação
O que aconteceria se os cristãos de uma igreja em uma certa cidade se comprometessem durante um ano inteiro a não fazer nada sem antes perguntar: Que faria Jesus em meu lugar?
É esta a situação apresentada por este livro. Seguir os passos de Jesus trouxe muita alegria a inúmeros cristãos, mas também causou incompreensão, conflito e sofrimento para alguns. Afinal, tal decisão significava uma total dedicação de bens materiais, talentos e carreiras pelo amor a Cristo.
Em Seus Passos Que Faria Jesus? desafia os cristãos a seguir os passos de Cristo em toda e qualquer situação. Este livro proporciona entretenimento, reflexão e desafios raramente encontrados na literatura cristã.
Mais de 30 milhões de exemplares vendidos no mundo inteiro.
Esse é o tema de estudo para a classe de adolescentes da IMBA neste final de ano.
Começamos a compreender o que Jesus requer de nós e estamos desejosos em cumprir sua vontade.
Esse blog tem como objetivo relatar como foram as nossas aulas e nossas expectativas.
vamos expor o primeiro capitulo estudado dia 29 de setembro. Boa leitura!!!
Assinar:
Postagens (Atom)